Bom dia a todos
O passado fim de semana foi rico em mudanças. Em primeiro lugar a presença de um amigo antigo ciclista que me tem ajudado nestes ultimos tempos, o Paulo Silva. Tem sido uma mais valia a sua presença. Em primeiro lugar porque se torna um 2º capitão de equipa. e Depois pela experiência que tem no ciclismo acaba por ajudar a que os treinos sejam mais organizados. Com a presença dele já conseguimos abordar exercícios do foro tático mais exigentes, pois são 2 a coordenar o grupo, torna-se mais fácil.
A 2ª grande mudança prende-se com a metodologia de treino que adotei. Aproveitei estas semanas em que eles estão de férias e coloquei-lhes muita carga em cima das pernas. Já que não treinam nada de jeito durante a semana toca a carregar agora. Além disso o treino em grupo é muito mais motivante para eles do que se o fizerem individualmente.
Optei por uma semana de carga intensa e uma outra de carga muito reduzida, para que consigam recuperar totalmente.
No que toca á forma como correu, foi taticamente muito proveitoso. Deu para trabalhar alguns aspectos mais de equipa, senti que eles ficaram um pouco mais unidos, e o feedback deles no final do treino também correspondeu.
No que toca a desempenhos individuais, tem me surpreendido o Luís Almeida. Tem mostrado créditos nas subidas e será uma questão de tempo até demonstrar isso nas competições. Precisa apenas de um pouco mais de experiência e perder o medo de andar no pelotão. Normal para quem é estreante.
Esta semana irei proceder a novas alterações na gestão do plantel, para que consiga obter o melhor de todos eles.
Tenho a certeza que vamos conseguir ultrapassar estes momentos mais “fracos” da época desportiva. Conto com todos eles para que essa transformação que pretendo venha a mostrar a muita gente o que o ASC-Real Objetiva tem para mostrar
Um abraço,
A nossa composição corporal é determinante para aumentar substancialmente a nossa produção de força. Dentro da composição corporal são factores importantes como a quantidade e qualidade da massa muscular magra (tipo de fibra muscular – tipo I, tipo IIa e tipo IIb), a quantidade de peso supérfluo (% massa gorda), assim como do comprimentos dos segmentos (nomeadamente dos membros inferiores). A nível fisiológico temos de considerar capacidade neural dos músculos para produzir força, assim como as reservas de glicogénio dos músculos, entre outros factores.
Dentro dos factores mecânicos, incluem-se aspectos mais directamente relacionados com a bicicleta. O tipo de material utilizado vai ter influência de duas formas. No peso do conjunto bicicleta+ciclista, e no arrasto. Esse arrasto pode ser devido a atritos directamente relacionados com os componentes mecânicos da bicicleta (pneus mais ou menos aderentes, transmissão desafinada, cabos de travão sem lubrificação, empeno da roda, etc). Dentro desta variável, a forma como a podemos alterar é mantendo a bicicleta em bom estado, fazendo sempre uma boa manutenção e fazer utilização correta da transmissão principalmente.
Estão directamente relacionados com a capacidade de aspiração do ar, quer de forma individual, quer de forma colectiva através da técnica do gesto desportivo. De forma individual quando falamos da posição que este adopta na bicicleta. Colectiva na forma como este aproveita a aspiração do ar para diminuir o atrito. Está também directamente relacionado com factores de ordem mecânica, nomeadamente dos componentes da bicicleta e do equipamento do ciclista, que vão influenciar a área de contacto com o ar, na sua horizontalidade.
O tipo de piso que a bicicleta percorre determina também a força aplicada. Quanto mais irregular for o piso, maior dificuldade terá a bicicleta de se deslocar, e por conseguinte, mais força terá que ser aplicada para mover a bicicleta. Não é ao acaso que em zonas de paralelo ou pavé a potência produzida pelos ciclistas é muito influenciada pela força, em detrimento duma diminuição da cadência.
Este é sem dúvida um factor muito predominante no ciclismo. O facto de o vento estar com mais ou menos intensidade, vai determinar logo a maior ou menor necessidade de produzir força, pois o deslocamento no ar depende disso, quanto maior for a velocidade de arrastamento. A temperatura ambiente será também um factor a ter em conta, no entanto, com menor impacto na produção de força. De qualquer forma, e não menos importante, um músculo tem um gasto energético mais acentuado em temperaturas frias, pois para além do movimento propriamente dito, o gasto energético é também de carácter térmico, o que faz com que a disponibilidade de energia seja menor, e a produção de força seja reduzida.
Este é o factor mais determinante, e que mais condiciona a produção de força num ciclista. A força da gravidade vai determinar que um corpo, perante uma inclinação, sofra um aumento significativo da resistência criada, e desta forma o peso do conjunto atleta+bicicleta será determinante. A percentagem de inclinação da estrada vai determinar o impacto dessa mesma força da gravidade. Quanto maior for a inclinação, maior a sua influência, quer a descer, quer a subir. Perante este facto, a produção de força aumenta substancialmente numa zona inclinada, e diminui significativamente numa zona declinada.
